Sunday, November 18, 2018
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Laboratório liderado por Wolfgang Link trabalha para compreender os processos que conduzem à resistência aos tratamentos

 

Alguma vez se questionou quantas células tem o corpo humano? 50 mil, 50 milhões? O corpo humano adulto tem cerca de 37 biliões de células (que é como quem diz 37 milhões de milhões de células). Deste número gigante, existem, a cada minuto, no nosso corpo, cerca de 300 milhões de células a dividir-se de forma a criar novas células. Este processo de divisão é quase perfeito, mas não infalível. Podem acontecer pequeníssimas falhas que, quando acumuladas por 30, 40, 50 anos poderão dar origem a uma das mais temidas doenças da atualidade: o cancro.

 

Estima-se que uma em cada três pessoas sofrerá de doença oncológica nos próximos anos e que uma em cada quatro morrerá por consequências dela.

 

A principal causa de morte é a resistência à quimioterapia – principal objeto de estudo dos investigadores do Laboratório de Sinalização Celular, do Centro de Investigação em Biomedicina, da Universidade do Algarve.

 

Assumindo que algumas células tumorais adquirem uma espécie de “superpoderes”, que as tornam imbatíveis mesmo com a utilização dos melhores e mais sofisticados fármacos, os investigadores procuram compreender as diferenças entre a ‘linguagem’ utilizada pelas células tumorais e pelas células saudáveis, de modo a tentar tornar a luta contra o cancro mais eficaz.

 

Assim, os cientistas deste laboratório focam-se em compreender a função de determinadas proteínas para perceber por que motivo a quimioterapia é, literalmente, “cuspida” das células tumorais antes de ter qualquer efeito benéfico para o paciente.

 

O objetivo é claro: acabar com os “superpoderes do cancro” e compreender os processos que conduzem à resistência aos tratamentos para poder refiná-los através de novas estratégias de combate à doença.

“Assim, os cientistas deste laboratório focam-se em compreender a função de determinadas proteínas para perceber por que motivo a quimioterapia é, literalmente, “cuspida” das células tumorais antes de ter qualquer efeito benéfico para o paciente. O objetivo é claro: acabar com os “superpoderes do cancro” e compreender os processos que conduzem à resistência aos tratamentos para poder refiná-los através de novas estratégias de combate à doença”.

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