Saturday, November 17, 2018
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1. Conhecer o público-alvo. Muitos cientistas são acusados de enviarem o mesmo tipo de mensagem ao Rotary Club ou a uma plateia de especialistas num congresso. Investigue e compreenda qual o seu público. Anthony Leiserowitz, um excelente comunicador de ciência, a trabalhar em Yale, disse uma vez : “Não conhecer o público para quem se fala é como atirar setas para um alvo às escuras”.

 

2. Evite usar “jargão científico” que o público em geral não entenderá. Richard Sommerville e Susan Hassol prepararam uma tabela com alguns dos termos científicos proibidos. É um recurso que pode ajudá-lo.

 

3. Vá direto ao ponto. Como cientistas somos treinados para descrever exaustivamente todos os detalhes das nossas investigações antes dos resultados finais. Este é o modo como os estudantes são treinados para escrever as suas teses, para defender os seus trabalhos. É também deste modo que os cientistas realizam apresentações em conferências. No entanto, para o público e para os decisores políticos, esta abordagem está ultrapassada. Os principais pontos de interesse devem ser destacados rapida, eficientemente e de modo direto e conciso.

 

4. Use metáforas e analogias. Ambos os recursos funcionam muito bem em comunicação de ciência.  Tente aproximar as pessoas das vivências do seu dia-a-dia, daquilo que elas conhecem e que lhes diz respeito e que, por aproximação, pode ajudá-las a compreender determinados conceitos.

 

5. Escolha três pontos de enfoque. Os estudos continuam a mostrar que o discurso deve assentar em três pontos-chave que sejam eficazes na comunicação com a audiência. Embora isto por vezes seja complicado para os cientistas, que tendem a “contar a história por completo”, e a falar sobre cada detalhe, devemos trabalhar para que a mensagem seja breve, concisa, faça sentido para o público e fique no ouvido.

 

6. Nunca se esqueça que é um especialista. Ao falar com os media, e para que se sinta sempre confortável, há alguns pontos que deve sempre lembrar: (a) Esteja confiante porque é um especialista na matéria sobre a qual está a falar, (b) Não especule nem invente. Se não sabe, não se pronuncie sobre o assunto, (c) Reflita sobre aquilo que quer (e que não quer) passar para o exterior e use isso como um filtro.

 

7. Use as redes sociais. As redes sociais podem ser complexas mas são um excelente meio para a comunicação científica. É lá que se encontram os principais decisores políticos, os media e outros públicos aos quais, de outro modo, o acesso seria bem mais limitado.

 

8. O mito dos “populares”. Dentro da academia serão muitos os que não vêem com bons olhos a decisão de divulgar massivamente a investigação por jornais, revistas e outros meios de comunicação. Ignore-os. Mais do que nunca os investigadores precisam de divulgar o seu trabalho e a sociedade clama pela presença informada de experts nos diversos assuntos relacionados com ciência.

 

9. Relacione. Tente mostrar às pessoas de que modo a sua investigação pode estar relacionada com o seu dia-a-dia, com as suas vidas. Embora muitas das vezes o impacto possa não ser assim tão direto, tente procurar “pontos de contacto” com a sua audiência identificando que questões-chave podem interessar às pessoas a quem se dirige.

Um envolvimento mais amplo com a audiência não é um luxo, é uma necessidade. Se quer promover o seu trabalho, mostrar a sua importância para a sociedade, conseguir financiamento e apoio, então, comunicar é um imperativo. O público não lê artigos científicos. Se quer maximizar o impacto da sua investigação, tem de tornar a mensagem massiva e o mais compreensível possível. 

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