Wednesday, November 21, 2018
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A saúde digital é uma tendência crescente e existem dezenas de perspetivas para 2018.

 

Factos ao invés de bolas de cristal

 

Em 2017 foi aprovado pela FDA (US Food and Drug Administraton), o primeiro comprimido digital. Investigadores chineses criaram os primeiros embriões geneticamente editados.  A Microsoft lançou uma nova linha de cuidados de saúde. Foi um ano cheio de maravilhosos avanços na saúde. Mas, o que vem aí?

 

Segundo previsão da Medical Futurist, estas serão as expectativas para 2018:

1) A batalha tecnológica contra a diabetes vai intensificar-se

 

De acordo com os dados disponibilizados pela WHO, 422 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem, atualmente, de diabetes. O número de afetados continua, porém, a crescer. Nesse sentido, acreditamos ser necessário reunir todos os esforços sobretudo contra a diabetes tipo 2, promovendo um estilo de vida consciente e saudável. A saúde digital oferece-nos hoje uma grande ajuda neste sentido, auxiliando não apenas no controlo da diabetes mas também na sua prevenção.

 

Este ano parece vir recheado de novidades em primeira mão no que a este assunto diz respeito. A NHS England, a Public Health England e a Diabetes UK uniram-se com poderosas empresas a atuar na área da tecnologia para tornar digital a luta contra a obesidade e contra a diabetes tipo 2. Desta parceria deverão beneficiar mais de 5.000 pessoas em todo o mundo, num projeto piloto no qual serão testadas, até 2019, uma variedade de apps, gadgets e de outros produtos digitais direccionados para a saúde.

 

2) Ligação entre os seguros de saúde e os wearables será cada vez mais forte

Em Novembro de 2017, a Qualcomm e a United Healthcare anunciaram a integração de wearables da Samsung e da Garmin nos seus programas nacionais de saúde e bem-estar. Este anúncio permitiu aos participantes nos planos ganhar mais de mil dólares por ano, caso as suas metas diárias de exercício físico fossem atingidas. Acreditamos que esta iniciativa foi apenas o início de uma bonita relação entre as seguradoras de saúde e as produtoras de equipamentos wearables.

 

De acordo com as estimativas, 245 milhões de equipamentos wearable serão vendidos em 2019, fazendo com que sejam recolhidos e disponibilizados cada vez mais dados sobre o nosso estilo de vida. Será inevitável que as seguradoras de saúde tentem utilizar estes dados a seu favor. Assim, preve-se que as seguradores irão adicionar este tipo de sensores aos seus programas, recompensando estilos e comportamentos de vida saudáveis. Resumindo, as seguradoras prosperarão no mundo da saúde digital.

 

3) Realidade Virtual será integrada no mundo da educação médica

A realidade aumentada e a realidade virtual são duas das tecnologias que mais potencial apresentam em termos de educação médica. Hoje em dia são cada vez mais os programas e as apps concebidos especificamente para auxiliar os estudantes de medicina a aprender anatomia ou a praticar procedimentos cirúrgicos. O Anatomage Table é apenas um dos exemplos. Esta famosa plataforma de dissecação virtual é uma interface perfeita para o ensino a aprendizagem da anatomia.  Também a aplicação Virtuali-Tee permite que os estudantes entrem dentro do corpo humano, visualizando orgão, veias e ossos em 3D.

 

Estas inovações deverão, em breve, ser incorporadas nos curriculum oficiais, sendo que algumas universidades planeiam, inclusivamente, introduzir este tipo de tecnologias nas suas aulas. Nos Estados Unidos a  Cleveland-based Case Western Reserve University planeia abrir, em 2019, com a colaboração da Cleveland Clinic, o seu novo campus de educação médica, um espaço onde os alunos não aprenderam anatomia a partir de cadáveres mas através do programa de realidade virtual Hololens. Assim, acreditamos que, no próximo ano, veremos mais universidades ensinar medicina com recurso a este tipo de tecnologias.

4) Bioimpressão pode tornar-se numa realidade

 

A Orgonovo, uma empresa de San Diego, encontra-se focada em desenvolver biomateriais com recurso à tecnologia de impressão 3D. Em 2014, a empresa anunciou a impressão com sucesso de tecidos do fígado bio-impressos. Na altura a Orgnovo admitiu estar apenas a alguns anos de poder imprimir partes do fígado capazes de ser usadas em transplantes.

 

Estes fígados bio-impressos poderiam ser inclusivamente usados na indústria farmacêutica para substituir os animais testados aquando da análise da toxicidade dos novos medicamentos.

 

A Organovo encontra-se neste momento a cooperar com a FDA no sentido de compreender de que modo poderá ser regulado o processo de bio-impressão. Espera-se, entretanto, que em 2019 venham à luz os primeiros produtos bio-impressos.

 

 

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