Sunday, November 18, 2018
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De acordo com os cientistas mais de metade do nosso corpo não é humano. Na verdade, as células humanas constituem apenas 43% do total de células do nosso corpo. As restantes, são colonizadores praticamente miscroscópicos, que nos habitam quase sem nos darmos conta disso.

 

Assim, compreender a outra metade de nós – o nosso microbioma – está rapidamente a transformar-se numa das grandes chaves do século, permitindo-nos também perceber as próprias doenças que nos afetam – desde as alergias ao Parkinson.

 

Neste campo de estudo estão ainda a colocar-se questões sobre o que significa ser “humano” e de que modo estas novas abordagens nos estão a conduzir a novas perspetivas terapêuticas.

 

“Estes micróbios são essenciais para a nossa saúde. Temos de ter a consciência que o nosso corpo não somos apenas nós”, defende Ruth Ley, diretora num dos departamentos de investigação do Instituto Max Planck, na Alemanha.

 

Diante desta evidência, fica o aviso: não importa quão bem façamos a nossa higiene, a verdade é que cada cantinho do nosso corpo está, diariamente, repleto destas criaturas microscópicas. Falamos, essencialmente, de bactérias, vírus e fungos. A maior concentração desta “vida microscópica” encontra-se privada de oxigénio, nas profundezas das nossas estranhas.

 

De acordo com Rob Knight, da Universidade de San Diego, na Califórnia, “somos mais micróbios que humanos”. “A atual estimativa aponta para o facto de que somos apenas 43% humanos, se tivermos em conta todas as nossas células”. Geneticamente, porém, estamos ainda mais desarmados. É que o genoma humano – essa espécie de livro de instruções de cada um de nós – é composto por mais de 20.000 conjuntos de instruções, a que chamamos genes.

 

Assim, se adicionarmos os genes ao nosso microbioma temos algo como 2 a 2 milhões de genes microbianos.

 

Como explica Sarkis Mazmanian, da Caltech, “não temos apenas um genoma, os genes do nosso microbioma representam essencialmente um segundo genoma que aumenta a atividade do nosso”.

 

“O que nos torna humanos é, na minha opinião, a combinação do nosso próprio ADN com o ADN dos nossos micróbios intestinais”, remata.

 

Saiba mais sobre este tema, com a nossa especialista Leonor Faleiro.

Compreender a outra metade de nós – o nosso microbioma – está rapidamente a transformar-se numa das grandes chaves do século, permitindo-nos também perceber as próprias doenças que nos afetam – desde as alergias ao Parkinson.

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